Principais doenças dos bezerros, e quais precauções tomar.

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Conheça algumas das principais doenças dos bezerros 

A criação de animais jovens é uma das fases mais sensíveis de qualquer sistema de produção. Os bezerros, durante as primeiras semanas de vida, correm maior risco de adquirir doenças e infecções. Nas primeiras semanas de vida é necessário que os tratadores adquiram o hábito de observar atentamente os bezerros para detectar, o mais cedo possível, qualquer sintoma de doença. Abaixo, listamos os problemas mais prejudiciais à saúde bem como o seu tratamento e como evitá-los.

Diarreia

É considerada uma das causas principais de morte em bezerros. Isto acontece porque a diarreia ocasiona grande perda de líquidos e eletrólitos corporais, causando desidratação e podendo evoluir para um choque hipovolêmico e até a morte por falência circulatória. Dizemos que os animais apresentam diarreia quando as fezes eliminadas apresentam consistência liquida e a frequência de eliminação aumenta. Existem duas denominações possíveis: Colibacilose ou curso branco, quando provocada pela Escherichia coli e Salmonelose ou paratifo, quando provocada por bactérias do gênero Salmonelia spp.

A profilaxia é feita através de vacinação da mãe no final da gestação, fornecimento adequado de colostro e higiene.  Nos casos onde a diarreia já está instalada, tratamentos com antibióticos a base de Sulfas atingem ótimas taxas de cura.

Um tratamento adequado é  uma associação do anti-inflamatório  e uma sulfa de longa ação, permitindo a cura rápida e evitando várias aplicações nos animais.

Pneumonia

É uma inflamação dos bronquíolos, manifesta-se por um aumento na frequência respiratória, tosse e sons respiratórios anormais na auscultação. As pneumonias infecciosas primárias, que ocorrem em bezerros, podem ser causadas por vírus ou bactérias dos gêneros Pastetirelia e Klebisielia, principalmente. As pneumonias por metástases ocorrem quando os bezerros têm uma lesão primária em determinado local do organismo, como diarreia, onfaloflebite entre outros. Com a evolução deste processo, há a invasão da corrente sanguínea por bactérias, as quais vão se fixar nos pulmões, causando pneumonia. Por isso é comum nos casos de diarreia ocorrer também o comprometimento pulmonar, ocasionando o quadro de pneumoenterite.

O tratamento é feito através da administração de antibióticos de amplo espectro que tem a base de Florfenicol. No campo de verminose pulmonar, deve-se utilizar um anti-helmíntico específico. Já a profilaxia consiste em fornecer uma alimentação adequada, higiene, evitar estabulação comum de um grande número de animais, evitar instalações mal ventiladas e úmidas. Lembrando sempre que os animais doentes devem ser isolados dos demais.

Onfaloflebite

É a inflamação do “cordão umbilical”, causada por contaminação quando o bezerro nasce. O principal sintoma caracteriza-se por um aumento de volume no umbigo. A evolução da onfaloflebite pode provocar hepatite, peritonite ou abcesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido. Por metástase pode causar pneumonia e, por solução de continuidade, favorecer o aparecimento de miíase (bicheira).

O tratamento da Onfaloflebite é feito através da limpeza local com soluções antissépticas,  e aplicação parenteral de antibiótico, Já a profilaxia é feita através de assistência ao parto, como por exemplo, não permitindo que o parto ocorra em locais sujos,  sempre observando os cuidados com o umbigo do bezerro recém-nascido.

Tristeza bovina

A doença tristeza parasitária bovina, mais conhecida como tristezinha, pode ocorrer em qualquer idade, mas animais com baixa resistência como os bezerros nos primeiros meses de vida, também correm o risco de adquirirem a tristezinha. Por ainda não terem o sistema imunológico completo, os bezerros tornam-se mais vulneráveis a (TPB) tristeza parasitária bovina.  Entre os principais sintomas da doença são febre alta, emagrecimento repentino, apatia, pelos arrepiados, ausência de ruminação entre outros. Pode ser diagnosticada com base em sinais clínicos ou exames laboratoriais.

A tristeza bovina é um complexo que compreende duas enfermidades, sendo: A Babesiose, causada por protozoário, onde o  principal agente transmissor no Brasil, é o carrapato Boophilus microplus e a Anaplasmose que é transmitida através da saliva do mesmo carrapato (Boophilus microphilus), quando se fixa no bovino para se alimentar. Os perigos mais graves ocorrem em áreas marginais, onde a população de carrapatos é altamente variável, dependendo das condições climáticas.

Os sintomas das duas são muito semelhantes, por isso geralmente há necessidade de se fazer um esfregaço de sangue periférico do animal doente. Como muitas vezes, esta operação é difícil, recomenda-se tratar o animal contra as duas doenças conjuntamente.  O controle de ambas é feitos através de manejo adequado, onde os animais tenham acesso a piquetes carrapateados desde jovens, uma vez que a erradicação do carrapato em nosso meio não é viável quando a população de carrapatos está muito elevada também é uma medida de controle. Por isso, é fundamental conseguir um equilíbrio entre o hospedeiro (bovino) e o parasito (carrapato).

Atenção! Em ambas as doenças, o tempo decorrido entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o início do tratamento é muito importante para garantir sucesso na saúde do bezerro.

O manejo desses animais deve ser orientado, com a finalidade de se manter bom estado nutricional e profilaxia de todas as doenças de ocorrência comum no rebanho. A adoção de cuidados básicos poderá contribuir para a redução da morbidade, da mortalidade e do uso de medicamentos.

Com  um hemoparasiticida, pode-se fazer um tratamento preventivo e curativo da babesiose, anaplasmose e das infecções mistas. Carência de 28 dias para carne, não indicado para fêmeas em lactação.

IMPORTANTE: Lembre-se sempre de consultar seu médico veterinário antes de usar qualquer medicamento.

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