TECNICAS PARA MANEJO DE BEZERROS LEITEIROS. 2 DE 5.

Algumas alternativas de instalações para bezerros.

Criação a pasto
É possível criar bezerros a pasto desde o nascimento. Esta prática possibilita redução nos custos da criação, principalmente em função da mão-de-obra e instalações necessárias. Os piquetes devem dispor de coberta com cocho para concentrado e volumoso, sendo este último para fornecimento necessário durante a época de menor crescimento do pasto (Fig. 1). Os piquetes não devem estar em locais úmidos e a área deve ter uma pequena inclinação e ser bem drenada para evitar formação de lama, principalmente sob as cobertas. Na época das chuvas pode-se utilizar areia, cascalho, cama de material seco (palhas, cascas de arroz, cepilho de madeira etc.), ou mesmo, em último caso, estrados de madeira sobre o piso dessas cobertas. Os piquetes devem dispor de bebedouro com água fresca e limpa.

Este sistema é viável somente para rebanhos com poucos animais, pois o manejo e o controle de doenças tornam-se mais difíceis à medida que aumenta o número de bezerros num mesmo local. É recomendável que o criador disponha de uma baia enfermaria localizada num curral próximo aos piquetes dos bezerros visando isolar aqueles que estiverem doentes. Animal com problema deve ser removido para a
baia enfermaria assim que o sintoma aparecer, e só deve voltar para o piquete, e ao convívio com os outros animais, quando estiver totalmente recuperado. Desta forma, evita-se a disseminação da doença.

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Uso de abrigos ou casinhas.

Outra alternativa seria a criação dos bezerros em abrigos
durante a fase de aleitamento. As principais vantagens
desses abrigos são a facilidade de limpeza e desinfecção e
sua mobilidade, numa tentativa de quebrar o ciclo de vida
dos organismos causadores de doenças. Ao se manejar bezerros em abrigos, deve-se considerar os seguintes pontos: a) dispor de cocho para concentrado na parte interna e bebedouro (balde) na parte externa; b) permitir a entrada do sol da manhã e proteger os bezerros contra ventos dominantes; c) localizá-los em terreno bem drenado, com alguma declividade, de preferência constituí- do por areia ou uma gramínea de porte rasteiro; d) cama limpa e seca, mediante a retirada das fezes; e) os animais não devem ser presos diretamente nos abrigos, mas mantidos no local usando-se coleira e corrente com distorcedor, esta última fixada ao solo com auxílio de um vergalhão; e f) após a saída de cada animal, esse abrigo deve ser limpo, completamente desinfetado e colocado em novo local, antes de ser ocupado por um bezerro recémnascido. Os abrigos podem ser individuais (Fig. 2), os mais comuns, ou duplos (Fig. 3). Estes últimos são mais econômicos, reduzindo à metade a demanda por abrigos,estimulando o consumo precoce de concentrado, em que o bezerro mais jovem aprende com seu companheiro mais velho. Contudo, é preciso dispor os animais de tal modo que não haja contato físico entre aqueles ocupantes de um mesmo abrigo.

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Os abrigos podem ser construídos usando-se diversos tipos de materiais: madeira, aglomerados, bambu, lona, telhas de amianto, sapé, ou adquiridos no comércio, normalmente de metal ou fibra de vidro. As dimensões sugeridas para esses abrigos são:
. 8 Altura: 1,10 m
. 8 Largura: 1,10 m
. 8 Comprimento: 1,80 m
Uma desvantagem no uso de abrigos na criação de bezerros é o desconforto para o tratador dos animais, que fica exposto às intempéries.

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Os abrigos ou casinhas foram inicialmente projetados para ambientes de clima temperado e frio. No Brasil, muitos produtores já os utilizam com sucesso, mas há
relatos de técnicos e produtores de que os bezerros passam a maior parte do tempo no lado de fora dos abrigos e que, nos horários de radiação solar mais intensa, ou mesmo durante fortes chuvas, os animais pouco utilizam as instalações, ficando, na maior parte do tempo, expostos às intempéries. Uso de sombrite A terceira alternativa de instalações para bezerros na fase de aleitamento seria o uso de sombrites (Fig. 4). Pesquisa conduzida no Campo Experimental Santa Mônica,
da Embrapa Gado de Leite, localizado no Município de Valença, Rio de Janeiro, evidenciaram que o uso de sombrites propiciou bom desenvolvimento dos animais,
com resultados semelhantes àqueles mantidos em abrigos individuais. As Figs. 5 e 6 apresentam as dimensões recomendadas para a construção das instalações para bezerros com sombrite.

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Conclusões
A criação de bezerros durante a fase de aleitamento a pasto, em abrigos ou sob sombrites constituem-se em boas alternativas para o produtor alojar estes animais. Elas representam avanço em relação aos bezerreiros tradicionais de alvenaria ou madeira, por serem menos onerosas e de mais fácil manejo. A escolha de uma delas vai depender do número de animais a alojar e de seus custos, uma vez que o desenvolvimento esperado dos animais é semelhante.

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