Doenças de ocorrência em ovinos:

Sarna

A sarna é uma doença causada por ácaros, parasitas invisíveis a olho nu.
São transmitidos por contato direto, de um animal infestado para outro
sadio, ou por meio das instalações (cochos, cama) contaminadas. No
entanto, por não possuir fase não parasitária, ou seja, completam seu ciclo
de vida nos animais, seu combate é relativamente simples.
Em ovinos, a sarna psoróptica é a mais frequente, ocasionada pelo
Psoroptes ovis, que vive e se reproduz na pele do animal. Os parasitas se
alimentam, principalmente, do estrato córneo e restos celulares da pele,
provocando coceira, queda de pelos/lã e crostas (Figura 18). Os animais
acometidos ficam irritados e sem apetite. Devem ser tratados com banhos
de imersão ou aspersão à base de sarnicidas ou produtos injetáveis
específicos e as instalações pulverizadas com produtos desinfetantes ou
vassoura-de-fogo. Fêmeas próximas ao parto e cordeiros com menos de 1
mês de idade não devem receber o tratamento.
A prevenção dá-se por meio da limpeza periódica das instalações, seja
com vassoura de fogo ou produtos desinfetantes.

Presença de crostas na região do focinho e das orelhas (a e b); animal
apresentando perda de lã (c).

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Pediculose (piolheira)


Os piolhos são transmitidos da mesma maneira que a sarna e também
realizam todo seu ciclo de vida no hospedeiro (ovino). Por serem
sugadores de sangue, causam ao animal intensa coceira e desconforto,
deixando-o inquieto e irritado. Em consequência da coceira, a pele do
animal pode ficar lesionada, confundindo a pediculose com a sarna.
Porém, basta abrir a lã e observar os piolhos aderidos à base da lã.
O tratamento é a base de inseticidas, com aplicação injetável,
pour on ou
banhos, e um único tratamento é capaz de controlar a infestação por 6 a
12 meses.


 Cenurose


É causada pela forma larval da Taenia multiceps, que parasita o intestino
delgado do hospedeiro definitivo (cão). O cisto ocorre no cérebro e medula
espinhal do hospedeiro intermediário (ovino), quando na forma larval. O
ciclo completa-se quando o cão ingere o cérebro ou medula espinhal de um
ovino infectado. Os sinais clínicos irão depender da localização e do
tamanho do cisto. Os animais apresentam comportamento de andar em
círculos, movimentos descoordenados, entre outros. Com a evolução da
doença, os animais perdem o apetite, podendo resultar em morte.
A única forma de tratamento é a remoção cirúrgica do cisto, quando ele
está situado na superfície do cérebro. Caso contrário, não existe
tratamento. São condenados unicamente os órgãos atingidos, cérebro ou
medula espinhal.


Raiva


A raiva é uma doença viral aguda do sistema nervoso central, transmitida
pela mordida do morcego, o qual é um dos responsáveis pela manutenção
do vírus no ambiente silvestre, ou do contato de ferimentos pela saliva de
animais infectados. O animal acometido afasta-se dos demais. Observa-se
Principais Doenças Diagnosticadas nos Rebanhos Ovinos de Mato Grosso do Sul 53
apatia, salivação intensa, convulsões, tremores musculares, decúbito lateral
e paralisia dos membros. O animal morre após 7 a 10 dias do início dos
sinais clínicos.
Não há tratamento. Recomenda-se, como mencionado anteriormente, a
vacinação do rebanho em regiões onde existem morcegos hematófagos.

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