Incêndios criminosos ameaçam áreas de conservação no Tocantins.

Fogo destruiu 56 mil hectares no Parque Nacional do Araguaia.
Na região central do estado, fogo atingiu 30 propriedades rurais.

Incêndios criminosos estão ameaçando unidades de conservação no Tocantins.

Brigadistas lutam contra o fogo no Parque Nacional do Araguaia. Mais de 56 mil hectares de floresta foram destruídos. Na Estação Ecológica Serra Geral, no Jalapão, um incêndio que começou nesta segunda-feira (28) já consumiu uma área do tamanho de seis mil campos de futebol.

O fogo criminoso também atingiu o Parque Estadual do Cantão, um pedacinho da Amazônia no Tocantins. Na unidade de conservação, que abriga mais de 400 espécies de animais, lagos de reprodução de peixes estão ameaçados.

Muitos pescadores usam o fogo para abrir caminho na mata fechada. O preço dessa ganância é a destruição da área protegida. Não resta nada vivo. Até um cupinzeiro ficou completamente carbonizado.

“Se acaba esse local aqui com fogo, degradação, alguma coisa, consequentemente vai afetar todo o médio Araguaia até no encontro com o Rio Tocantins, vai diminuir muito a quantidade de peixe”, afirmou o diretor do Instituto Natureza do Tocantins, Gilberto Oliveira.

O problema é que apenas quatro agentes cuidam do Parque do Cantão, que tem uma área equivalente a duas vezes a cidade de Curitiba.

“Se a sociedade não colocar para si a responsabilidade de proteger algo para as futuras gerações, dificilmente só o poder público vai conseguir segurar o avanço da destruição que está acontecendo dentro do parque”, disse a bióloga da ONG Instituto Araguaia Thais Susana Pereira.

Na região central do Tocantins, o fogo descontrolado atingiu 30 propriedades rurais. Em uma fazenda, o milho, que seria colhido na semana que vem, virou carvão. O gado ficou sem saída no pasto; 50 animais morreram. Há duas semanas, uma queimada destruiu uma linha de transmissão; 22 cidades ficaram sem energia por mais de dez horas.

O planejamento de sensibilização e combate contra as queimadas, executado pelo Governo do Tocantins, chega nesta quarta-feira, 6, a partir das 8 horas, ao município de Formoso do Araguaia, com o objetivo de percorrer a zona rural da cidade. Assim como nas ações anteriores nove órgãos estaduais se uniram para traçar a rota e atingir o maior número de pessoas e desta vez o Estado conta com o reforço de 15 soldados do Exército.

 

Até o momento, a força-tarefa esteve em Novo Acor do e Lagoa da Confusão. Participam da operação técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Terras do Tocantins (Intertins) e da Secretaria de Segurança Pública.

 

A engenheira ambiental da Semarh, Cinthia Pires, informou que os resultados estão sendo positivos e que os proprietários rurais são receptivos com as informações relacionadas aos incêndios. “Nas conversas procuramos mostrar que os prejuízos das queimas atingem o meio ambiente e a saúde humana também. O tempo está seco e as condições climáticas estão favoráveis para catástrofes, por isso é proibido qualquer tipo de queimada na zona rural”, afirmou a técnica.

 

A força-tarefa irá contemplar um total de oito municípios do Tocantins: Novo Acordo, Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão, Pium, Ponte Alta do Tocantins, Lizarda, São Félix do Tocantins e Mateiros. A escolha das cidades ocorreu de acordo com o número de focos de incêndios e também do ponto de vista da proteção dos parques estaduais.

 

Decreto

Vale ressaltar que a ação realizada pelos órgãos estaduais atende ao Decreto de Emergência Ambiental publicado pelo Governo do Tocantins no mês de julho, que declara situação de risco de desastre ambiental resultante de queimadas e incêndios florestais em sete municípios tocantinenses. As cidades ficam perto de áreas protegidas e registram os maiores índices de queimadas.

 

Durante as abordagens, a equipe do Governo informa sobre o período de proibição da queima controlada, que vai até 30 de outubro, pela portaria Nº 233/17 do Naturatins. Entre os motivos da suspensão está a ocorrência de ventos fortes, a falta de chuva, a baixa umidade do ar e a massa vegetal seca, comuns no Estado nessa época do ano. Fatores que aumentam o risco de incêndios florestais.

 

1 comentário Adicione o seu

  1. josé roberto disse:

    todo incendio tem uma parcela de falta de atençao e um pouco de irrespospnsabilidade e um pouco proposital criminoso, precissamos de campanha de consientização.

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